Categoria: Artigos de terceiros
Diretrizes da CONAE na contramão das boas práticas da educação superior

A Conferência Nacional de Educação Superior reuniu-se em Brasília entre os dias 28 de março e 1 de
abril. O objetivo foi apresentar um conjunto de propostas para compor o Plano Nacional de Educação (2011-2020). Participaram aproximadamente 40 organizações que, de modo geral, estão alinhadas às diretrizes do MEC. A iniciativa privada não participou, mesmo representando 75% das matriculas.
Dificilmente um Plano terá sucesso se as associações representativas do setor educacional não participarem dos processos que definem as diretrizes educacionais. Novamente o MEC erra em sua estratégia ao financiar uma conferência em que os interesses políticos e as propostas anti iniciativa privada predominaram.
O SEMESP, por exemplo, divulgou em seu site (www.semesp.org.br) uma nota em que se posiciona diante das propostas do CONAE. O posicionamento do SEMESP é legítimo, pois a legislação brasileira permite a atuação da iniciativa privada no Brasil.
Infelizmente, teremos um confronto político que poderá travar mudanças que são necessárias no Brasil. O editorial do jornal “Estado de São Paulo” do dia 7 de abril tem como título “O ranço ideológico na educação”. O título retrata muito bem o que foi o CONAE.
Escrevi um texto sobre a CONAE. Acesse aqui.
Para ler o editorial do Estadão, acesse aqui.
Para ler um texto de Simon Schwartman sobre políticas públicas de educação superior, acesse aqui.
Seminário Internacional: Novas dinâmicas da educação superior

O UNISAL, a Faculdade de Roseira e o SEMESP promoveram entre os dias 6 e 7 de abril o seminário internacional “Novas dinâmicas da educação superior: empregabilidade, empreendedorismo, competitividade e inovação”. O seminário contou com a participação dos norte-anericanos Liz Reisberg, do Boston College, Tatiana Melguzio e Jonathan Mathis, da Universidade do Sul da Califórnia, dos espanhóis José Joaquin Mira e José Maria Gras da Universidade Miguel Hernadez, e do chileno kiyoshi Mandiola, da Universidade San Sebastian.
Participaram ainda, Renato Grinberg, da trabalhando.com.br, Eduardo Wurzmann do Grupo IBMEC, Guilhermo Marback da UNIDERP-Anhanguera e Cássio da Fonseca Ramos, do CIESP da região de Taubaté.
O seminário contou com o patrocínio especial da Sungard Higher Education e da colaboração da Stefanini. Apoiaram o evento o CIESP de Taubaté, o Pátio das Artes, a ANEC, a ABMES, a ANACEU, a FENEP, a ABRAFI e a UNIVERSIA.
O seminário tratou de temas que não são comuns nos eventos sobre educação superior no Brasil, apresentou boas práticas de empreendedorismo e discutiu a competitividade no plano internacional. Fez com que os participantes olhassem para questões que não fazem parte de seu cotidiano. Os palestrantes demonstraram que uma IES competitiva tem que olhar para o cenário internacional e buscar as melhores referências de gestão.
Escrevi um texto sobre o seminário. Acesse aqui.
Apresentação do José Joaquim Mira. Acesse aqui.
Apresentação do José Maria Gras. Acesse aqui.
Apresentação do Jonathan Mathis. Acesse aqui.
Apresentação do Kiyoshi Mandiola. Acesse aqui.
Apresentação da Liz Reisberg. Acesse aqui.
Apresentação da Tatiana Melguzio. Acesse aqui.
Universidades especializadas por campo do saber

Lino Rampazzo, professor do UNISAL, escreve sobre a possibilidade da universidade ser especializada por campo do saber e aberta aos diferentes saberes. Essa abertura é prevista na LDB. Essa possibilidade é um dos grandes desafios contemporâneos.
Os gestores sabem que as estruturas curriculares fragmentadas estão superadas. Nossos cursos de graduação e pós-graduação, de modo geral, não promovem o diálogo interdisciplinar. É comum os gestores discursarem e escreverem sobre a necessidade de integrar os saberes, mas a prática da integração não se consolida.
Rampazzo propõe uma universidade interdisciplinar e solidária e nos faz a seguinte pergunta: é possível conciliar interdisciplinaridade, solidariedade, qualidade acadêmica e sustentabilidade financeira.
América Latina e internacionalização da educação superior

O jornal “The Chronicle of Higher Education” publicou no dia 18 de abril um artigo sobre estratégias de internacionalização das universidades da América Latina com o objetivo de formar capital humano com potencial de contribuir com a produção do conhecimento e o desenvolvimento nacional. O artigo de Marion Lloyd mostra a estratégia do Chile. A estratégia do governo chileno é atingir, em 2018, o número de 30 mil estudantes cursando pós- graduação no exterior. Em 2008, foram 5 mil estudantes. O governo chileno reconhece que é necessário investir em programas de formação do capital humano com alto potencial para contribuir com o crescimento econômico.
O país reconhece também que é preciso intensificar o intercâmbio com as melhores universidades do mundo. As alianças internacionais tornaram-se uma grande oportunidade para que as IES possam formar, capacitar e produzir conhecimento novo, em um ambiente de colaboração e troca de experiências culturais. A cooperação diminui custos e prepara as pessoas para atuar como profissionais globais. Outra estratégia que avança no Chile é o ensino de inglês. Já há no mundo cursos de graduação e pós-graduação em que o idioma é o inglês.
Segundo o artigo, Brasil, Argentina, México e Colômbia também estão inseridos nesse ambiente global, porém, é preciso avançar e intensificar o processo de internacionalização. No caso do Brasil, os mecanismos de financiamento por parte do governo, as políticas de incentivo dentro das IES para que professores e estudantes busquem a formação internacional e a busca de novas oportunidades de cooperação precisam avançar.
É necessário ainda superar os procedimentos burocráticos. Há uma série de empecilhos para o reconhecimento da formação internacional no Brasil. Não podemos confundir procedimentos que asseguram a qualidade com excesso de burocracia.
É preciso avançar em processos de reconhecimento dupla certificação, em processos de validação da formação internacional. A Europa é um bom exemplo. Os estudantes cada vez mais circulam pelas universidades e seus diplomas são reconhecidos.
A reportagem do “The Chronicle Higher Education” foi publicada no site www.brunner.cl. Acessei o artigo ao ler o site do prof. José J. Brunner.
Latin America Hopes to Lift Global Profile. Acesse o texto aqui.
Programme on Institutional Management in Higher Education (IMHE). April 2010

O IMHE da OECD publica mensalmente um informativo sobre educação superior. Recomendo que os interessados pelo tema do “management” na educação superior acessem periodicamente o site www.oecd.org/edu/imhe para buscar informações contemporâneas sobre a educação superior. O IMHE faz constantes pesquisas sobre educação superior, publica relatórios e livros e promove eventos internacionais.
As IES interessadas podem ser associadas do IMHE/OECD, o que é uma enorme vantagem, pois será possível participar de um grupo de IES que pertencem à elite internacional, trocar informações e experiência, e, além disso, o associado terá acesso às pesquisas e aos livros e descontos especiais nos eventos.
Recomendo que os interessados leiam as publicações e, eventualmente, participem dos eventos do IMHE. Vejam no site indicado acima a publicação “Government at a Glance 2009” e as informações da conferência anual: ”Higher Education in a Word Changed Uttery. Doing More with Less”, a ser reallizada em Paris, entre os dias 13 e 15 de setembro.
Em sua última edição, o informativo trouxe duas reportagens de interesse dos gestores: “Investiments in education: a troika of challenges” e Good governace guilfellines to foster quality in Higher Education”.
Acessei as informações da OECD, via site www.brunner.cl.
Para ler o IMHE info April 2010, acesse aqui.
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